Olá coleguinha!

Na semana passada começamos com uma introdução muito bacana sobre Design Sensorial. Confira aqui se você não leu.

Então essa semana vamos continuar falando um pouco mais sobre o assunto, esmiuçando as miudezas (oi?) do assunto. Vamos?

allonsy

Já demos alguns exemplos sobre como algumas marcas exploram os sentidos humanos para proporcionar uma experiência diferenciada junto ao seu produto. Agora vamos, separadamente entender como isso acontece.

Você já imaginou que uma marca pode ter personalidade ou atitude?
Pense, por exemplo, na Coca-Cola. Se ela fosse uma pessoa, que tipo de pessoa seria?
Você vai provavelmente pensar em uma pessoa jovem, com um estilo casual bacana, uma pessoa do tipo “nossa, fulano(a) é legal pra caramba!”.

Pois é exatamente essa a imagem que a marca tenta te passar.

Esse exercício é interessante para conseguir entender a imagem que a marca tenta te passar. Você acaba conseguindo analisar como essa marca se insere no mercado e se coloca para os consumidores. Será que tem como fazer um Design sem explorar os sentidos?

Olhe atentamente pra imagem abaixo:

coffee

Sentiu cheirinho de café? Algumas pessoas sentem o gosto e outras imediatamente sentem vontade de tomar café.

Geralmente é assim que as marcas exploram os sentidos: sugestivamente.

Então, uma simples provocação pode te lembrar de uma experiência bacana que você tenha vivido. Ou não! Imagine que fiasco: você pirando de vontade de tomar um café bem gostoso e experimenta uma marca nova que detestou. Não seria decepcionante? Provavelmente isso já aconteceu com você alguma vez, em relação a algum produto. Então, uma marca para ser forte PRECISA se garantir.

É por isso que existem públicos e públicos e nenhuma marca agrada a todos da mesma maneira, por unanimidade.

Uma marca que se preocupa em criar toda uma gama de sensações, praticamente um universo próprio, cria no cliente uma experiência que apenas aquela sua marca proporciona.

Na maioria das vezes, os consumidores não conseguem ter consciência de tudo que vai além do visual. Isso porque as sensações ficam registradas no cérebro, como parte de toda uma experiência sensorial. E isso não passa facilmente por uma crítica, é apenas sentido pelo corpo e gravado na memória.

Visão:

O primeiro sentido a ser explorado por uma marca, normalmente, é a visão. É através dos olhos que percebemos e reconhecemos o mundo ao nosso redor. E as marcas fazem parte dele.

Ao andar pela rua, você consegue perceber a quantidade de marcas que temos ao nosso redor? Todas as lojas tem suas marcas, as roupas tem marcas, seus acessórios, computador, telefone, remédios, comida….. para todos os lados temos marcas nos cercando.

É então um enorme desafio chamar os olhos para prestar mais atenção em uma marca específica.

Biologicamente, o que acontece?

O olho capta o que enxergamos por causa da Luz. Você já deve ter visto ao estudar sobre as cores, que cada objeto absorve certas frequências de raios de luz e reflete outras. Isso é interpretado nos nossos olhos pela retina, que envia os dados recebidos para o nosso cérebro por meio do nervo óptico.

olho

É assim que enxergamos o mundo à nossa volta. Aposto que você não imaginou que o processo era assim complicado, né?

house

Enfim, os olhos são os primeiros a identificar formas e cores e nosso cérebro decodifica cada um deles. Depois que aprendemos o que cada marca significa, automaticamente o cérebro reconhece os símbolos e os entende.

Como a nossa experiência é completa, não basta do “M” amarelo e associar ao Mc Donalds. Com pouco esforço você se recorda da estrutura das lojas, das suas comidas favoritas, talvez até de algum momento que você viveu, e que envolveu a marca.

Na próxima quarta-feira vamos continuar falando sobre design sensorial abordando mais um sentido: o olfato. Então fique de olho e não deixe de colocar nos comentários as suas considerações sobre o tema também 😉

Até a próxima, coleguinha!