Olá criativo!

Hoje continuamos a falar sobre design sensorial, e se você ainda não leu os posts anteriores (parte 1 e parte 2), não fique boiando!

boiando

Então vamos lá!

Como dissemos anteriormente, num mundo repleto de coisas para se ver, sentir, tocar, etc., uma marca precisa saber como se destacar, ser reconhecida e ter sua própria identidade.

Uma das estratégias utilizadas pelas marcas, é associar seus produtos a algum aroma específico, inconfundível.

sniffing

Olfato:

Os aromas são poderosos para criar sensações e muitas marcas exploram esse sentido. Um cheiro é capaz de evocar memórias, produzir sensações, ativar o paladar…
Você provavelmente já entrou em uma loja da marca Farm, já identificou uma garota utilizando uma Melissa ou teve vontade de comer pizza, só por causa do cheiro.

As marcas utilizam-se de algumas características em comum para produzir certas sensações com base nos cheiros. Por exemplo, lojas que vendem roupas e acessórios para viagens, trilhas, esportes radicais tendem a explorar cheiros que lembram especiarias, grama…
Lojas de veículos exploram cheiros de combustível, do material dos PNEUS…
As que querem explorar a sofisticação de seus produtos apelam para aromas como o de bebidas, tabaco…

É muito interessante a forma como um determinado pode gerar vontade ou antipatia, dependendo da pessoa.
A pipoca do cinema é um bom exemplo. Há quem  AME o cheirinho e não resista, e há quem simplesmente quer entrar logo na sala do cinema para ficar livre dele.

Biologicamente, o que acontece?
O nosso nariz, como o conhecemos (essa coisa pontuda no meio do rosto) na verdade apenas inspira e canaliza o ar que contém as moléculas com cheiros. Os cheiros chegam até o fundo da cavidade nasal, num montinho de células chamado epitélio olfativo, que por sua vez possui neurônios que sentem essas moléculas aromáticas. Quem interpreta os odores é o bulbo olfatório, que está ligado diretamente ao cérebro (numa parte especial conhecida como “cérebro emocional”).

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Peraí…. cérebro emocional ligado ao nariz?? Será o que eu tô pensando?

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É isso mesmo!

Não é à toa que os cheiros têm referência direta com o cérebro e as memórias.

Alguns designers já atentaram para o poder das características olfativas e exploram bem algumas técnicas como fitas e vernizes aromáticos em seus trabalhos. É um diferencial interessante.

E você, tem alguma marca que te despertou pelo cheiro?

No próximo post, continuamos. Até mais, coleguinha!