Olá coleguinha!

Continuamos nossa série de posts sobre Design sensorial. Se você chegou aqui e está meio perdido, confira aqui a primeira, a segunda e a terceira parte do post antes de continuar.

dog_floating

Tudo certo? Então vamos:

Audição:

Você já parou para reparar a influência de um som na sua vida? Sua música favorita não seria favorita se não tivesse alguma emoção ligada a ela. Seja por te lembrar de algum momento da sua vida, seja por te provocar uma sensação boa… o fato é que melodias têm relação conosco de forma emocional.

As marcas se utilizam disso faz tempo. É bastante antiga a estratégia de criar um som ou música para associar a uma marca.
As crianças dos anos 80 devem se lembrar que “nada mais gostoso que um bubbaloo banana…” enquanto faziam uma bola gigante com a goma de mascar.

E que tal presentear o priminho com uma Amoeba e o ouvir cantando que é a “geleinha de brincar?” (isso porque se alguém se lembrar da original “Geléinha”, mãe da Amoeba, toca aqui que nós tamo é velho…)

Ou de repente só um sirizinho fazendo graça com a cara de um rapaz na praia, dizendo “nhe nhe nhé – nhééé!”

E no final das contas… quem é que nunca fez uma dancinha pra uma música de propaganda?

carlton_dance

Tudo isso não só fica gravado na sua memória como eterniza certas marcas.

O Canal Nostalgia tem um vídeo muito bacana sobre propagandas. O interessante é que de maneira geral, os comerciais preferidos (não só deles, como da maioria das pessoas) são justamente os que têm música.

Confere aí:

Então, acho que já deu pra entender que a utilização de sons e a criação de Jingles faz parte da publicidade há muito tempo. E eles apesar de haverem épocas de mais e menos uso, nunca deixam de ser utilizados. Porque isso reforça a marca e cria um vínculo positivo com o consumidor. Seus pais ou avós provavelmente se lembram de jingles de marcas que nem existem mais. Isso é um exemplo da importância que um som ou música cria para uma marca.

Sons específicos como o da Intel, Hyundai, Citröen… (creative technology… – Sim, eu sei que a sua cabeça leu isso igual a propaganda XD) provam que muitas vezes a associação da marca a um som gera um reconhecimento único, que só aquela marca vai possuir. No entanto, normalmente os sons não são utilizados sozinhos no design sensorial (com exceção do rádio, que precisa de esforços extras para divulgar as marcas) contando com o apoio das artes visuais para fortalecer a marca.

Você já reparou que ainda que o Windows não utilize mais os sons antigos, muita gente reconhece o som de click de navegação do browser, o famoso “PAM!” de mensagem de erro e os barulhinhos de log on e log off? Essa é a influência poderosa do som em um layout.

Quando você liga o seu celular, ele provavelmente faz um som no momento que a marca aparece. É o som aplicado no layout, na interface, na tecnologia…

Biologicamente, o que acontece?

ouvido

Fonte

Que processo complexo né?

wow

O som aliado ao Branding cria um efeito similar às grandes trilhas sonoras do cinema. Assim como as trilhas pensadas para os filmes são para imergir o telespectador naquele universo, as marcas utilizam o som e as músicas para criar seu próprio universo.

E cá pra nós, tem umas musiquinhas que “grudam” na cabeça, né? Se você assistiu ao vídeo ali em cima, certamente alguma ficou feito uma mosquinha por aí…

sai_musica

Por hoje é só, coleguinha!