Olá coleguinhaaammmm

Estamos aqui com o último post da série sobre Design Sensorial. Se você está perdido aqui, leia antes as partes, 1, 2, 3 e 4.

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Os dois últimos sentidos que veremos aqui são explorados pelas marcas de forma bastante pontual uma vez que depende muito do segmento de mercado em que cada marca atua.

Paladar

O Paladar é usualmente bastante explorado pela indústria de alimentos. É claro que você já viu um ponto de degustação em algum supermercado. Isso reforça a marca e gera experimentação, que é muito importante para conquistar novos clientes.

Mas existem coisas inusitadas na área de branding:

Por exemplo, a marca Armani trabalha essencialmente com roupas e perfumes, mas é possível encontrar chocolates da marca em suas lojas.

Peraí… oi?

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Isso mesmo.

Mas não é algo sem sentido. É um posicionamento que cria todo um universo responsável por transmitir os ideais de luxo e sofisticação da Armani. E nesse caso, além das demais estratégias, a marca utiliza-se do paladar para levar o cliente até o sentido completo da marca.

Biologicamente, o que acontece?

Na parte de cima da língua, temos as papilas gustativas (que podem ser vistas a olho nu) contém células sensitivas em grande quantidade. Quando essas células são estimulados pelos alimentos, eles enviam mensagens ao sistema nervoso, que traduz para nós os sabores que sentimos. Esses sabores podem ser doces, salgados, amargos e azedos (embora recentes descobertas têm falado sobre o Umami, um quinto sabor percebido pelo nosso paladar). E a saliva é essencial para levar o alimento para dentro das papilas gustativas.

lingua

O interessante mesmo é que o gosto que sentimos não depende só das células sensitivas, mas dos aromas e texturas dos alimentos.

Isso não é surpreendente?

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Então como se explora o paladar no Design?

Além dos exemplos citados acima, onde o cliente realmente tem uma experiência real com o paladar através da ingestão de alimentos, normalmente o Design explora isso de maneira mais simples do que você imagina.

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Ok, eu sei que isso foi cruel. Mas funciona, né?

Não é impressionante começar a salivar e até imaginar o gosto e o cheiro de um alimento apenas assistindo a uma imagem como essa?

E a imagem não precisa se mexer não, olha

chocolate

Tá, parei. Você já entendeu né?

Vamos então mudar de assunto para eu não apanhar.

Tato

Um último sentido explorado pelo Design sensorial é o Tato.
Especialmente trabalhado no Design de produto, as sensações que o produto ou a embalagem geram ao serem tocados pode definir se um produto será adquirido ou não.
Aspectos como textura, peso, estrutura e até praticidade são levados em consideração.
Quem nunca se apaixonou por um vidro fosco? Ou uma caixa aveludada? Quem sabe uma latinha robusta que pode até servir para guardar umas coisinhas depois que o produto acabar?

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O tato pode passar um sentimento de posse. Num supermercado quem pega um produto e tem uma experiência positiva tende mais a levá-lo do que quem apenas olha para ele na prateleira. Essa questão de “ver com as mãos” é bastante forte.
Nisso, se a experiência na hora de pegar o produto for boa, isso facilita a decisão de compra.
Então, o design de superfície, embalagem, produto tem que ser bacana para atrair o consumidor.

Biologicamente, o que acontece?

Abaixo da nossa pele existem milhões de nervos que são receptores táteis. São eles que “avisam” o nosso cérebro sobre a sensação que o toque provoca no nosso corpo. Toques leves são sentidos na maioria das vezes como agradáveis e relaxantes. Quando a pressão do toque é alta, os receptores enviam ao cérebro a sensação de dor, que causa desconforto e faz com que a gente queira se livrar dessa sensação o mais rápido possível.

pele

Fonte

Você prefere pegar uma garrafa de refrigerante gelada ou em temperatura ambiente?
E quando você pega na embalagem de um pão de sanduíche e percebe que ele está bem fofinho?
Você sente a textura das peças de roupa antes de comprar?
O prazer relacionado ao tato é bastante corriqueiro para nós, mas influencia muito na compra de qualquer produto.

Bem, eu acho que isso explica muita coisa, né?

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Agora a gente entende por que uma marca investe pesado no apelo visual, na embalagem, nos sons e músicas que escolhem, nos sabores e aromas que usam… tudo faz parte de um universo.
Você percebe como o design sensorial é muito mais amplo do que se imagina?

Agora é hora de analisar as suas marcas preferidas e descobrir o que mais lhe atrai nelas. Suas escolhas dizem muito sobre você.

Chegamos ao final da nossa jornada pelos sentidos. Espero que você tenha aproveitado e agora consiga sentir o mundo de maneira diferente. ;D

Até a próxima, coleguinha!